Sobre jogos e violência

A REBEL solidariza-se com as vítimas do crime violento ocorrido em Suzano em março de 2019. Infelizmente, mais uma vez os jogos aparecem como bode expiatório em um caso complexo, por isso a REBEL oferece sua resposta, visando esclarecer a posição da comunidade diante da recorrente associação entre o consumo de jogos e o comportamento violento.
Para quem busca esclarecimentos sobre tal correlação, pesquisas científicas têm mostrado falsa a alegação de que a prática de jogos com temática violenta tenha impacto relevante no comportamento. Recente pesquisa de Oxford com milhares de adolescentes mostra que essa relação não se sustenta (https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsos.171474).
Para mais desmistificação a respeito dos jogos, o artigo “Videogame faz mal para o cérebro?” (RIVERO et al.), incluído no livro “Caçadores de Neuromitos: desvendando os mistérios do cérebro” (https://www.larissazeggio.com/product-page/livro-ca%C3%A7adores-de-neuromitos-volume-2), apresenta em linguagem acessível muito da pesquisa científica sobre cérebro e jogos eletrônicos.
Com isso, a REBEL pretende fortalecer a cultura lúdica diante de ameaças políticas como o projeto de lei 1577/2019 (https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2194477), iniciativas muitas vezes sem embasamento científico e desviando o foco de fatores mais importantes de impacto na violência, como a disponibilidade de armas de fogo e a cultura agressiva na vida real.

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Manifesto REBEL – Violência nos Jogos

NOTA DA DIRETORIA DA REDE BRASILEIRA DE ESTUDOS LÚDICOS – 14 DE MARÇO DE 2019

 

A diretoria da Rede Brasileira de Estudos Lúdicos apresenta, por meio desta nota, seu repúdio à associação entre jogos eletrônicos e comportamento violento. Em voga nos meios de comunicação e nas redes sociais de políticos menos esclarecidos, a opção de identificar o jogo como bode expiatório é um desvio de problemas sérios relacionados a criminalidade e cultura.

Sem prejuízo das pesquisas sérias que visam identificar bons e maus potenciais dos jogos em geral, o que a REBEL quer combater é uma mistificação que simplifica problemas multifacetados. Não surpreende que existam criminosos que joguem, afinal os usuários de jogos eletrônicos no Brasil são mais de 75 milhões (Newzoo, 2018). Muitos fatores pessoais e sociais afetam o comportamento dos indivíduos. Se a culpa do comportamento violento for mesmo de algum artefato cultural, então é preciso lembrar que a cultura da violência está presente num ambiente muito mais abrangente: filmes, literatura, telenovelas, trânsito, redes sociais são terreno em que historicamente se cultiva o conflito.

A disponibilidade de armas de fogo é uma condição e a cultura belicista em que estamos inseridos é um incentivo à resolução trágica de questões pessoais, seja por entusiastas dos jogos, maridos ciumentos, justiceiros etc.

O jogo ensina a encarar o outro como adversário ou parceiro, não inimigo. A REBEL defende regras melhores para o jogo da vida. Reações irracionais às tragédias do cotidiano podem ser péssimas jogadas.

Assinam os quatro diretores da Rede Brasileira de Estudos Lúdicos:

Ernane Guimarães Neto, presidente

Mário Madureira Fontes, vice-presidente

Pá Falcão, secretária

Ubiratan Motta, tesoureiro

 

São Paulo, 14 de março de 2019

 

 

Rebeldias do Mês – março/2019

 

Abrin inaugura  espaço para tabuleiro em meio a crise na mesa

 

Aconteceu de  18 a 21 de março a ABRIN,  principal feira brasileira voltada aos brinquedos. O foco do evento são os lojistas, sendo ocasião de encomendas para o ano todo. As tendências para o que encontraremos nas prateleiras são testadas ali mesmo.

Além desse teste competitivo do que é mais vendável, a ABRIN é sempre oportunidade de fazer brilharem os olhos com produtos únicos e iniciativas lúdicas apaixonadas. É portanto um evento gigante como o mercado de massa e plural como São Paulo; segundo os organizadores, cerca de 15 mil visitantes tiveram a oportunidade de descobrir isso; a REBEL estava lá!

 

Estande da Devir na Abrin 2019

A má notícia é que as grandes empresas recuaram em relação aos jogos de sociedade contemporâneos, retrocedendo aos clássicos jogos de mesa como Monopoly e quebra-cabeças, na bem-sucedida fórmula de retematizações baseadas em grandes marcas dos desenhos animados e do cinema (não é exatamente o mesmo retorno aos clássicos discutido aqui em janeiro). A Grow, que em feiras anteriores já costumava ter uma parede dedicada aos “jogos modernos”, confirmou que essa rubrica não está em seus planos para o futuro próximo.  Hasbro e outras grandes também sinalizam em suas prateleiras que essa linha fica para o nicho.

 

 

A boa notícia é que a feira manteve a chama do jogo de sociedade acesa com a área Game Show, exposição organizada pela Board Games São Paulo em que se destacaram as empresas especializadas em tabuleiro (incluindo pequenas editoras que buscam diversificar as abordagens ao mercado, trazendo em geral seus jogos mais simples).

Estande da Galápagos

A turma da REBEL aproveitou para rever amigos e divulgar o trabalho da associação.

Hasbro

E a gente brincou!

 

 

 

FAEL ganha parceria do Games for Change América Latina

Chris Martins, colaborador do Games for Change América Latina, palestra no V FAEL

A sexta edição do Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos será realizada em parceria com o Games for Change América Latina e a Cidade do Conhecimento; essa foi uma das decisões da assembleia geral ordinária da REBEL ocorrida no dia 16 de março. O professor Gilson Schwartz, da USP,  é o representante dessas marcas na comissão organizadora do evento. As redes do “G4CAL”  e da REBEL já se cruzaram em diversas parcerias, do Seminário Doutoral Cidade do Conhecimento, que teve uma edição realizada durante o FAEL, ao projeto de criação colaborativa Purposyum.

Outro tema importante discutido pela assembleia foi a eleição da diretoria para o triênio 2020-2022. Os associados estão convidados a inscrever chapas (sete nomes) para a eleição (para mais detalhes, escreva para a gente).

No mesmo dia, celebramos a ludicidade na Oitava Joga REBEL!

Joga REBEL

Frutos no sítio da REBEL

As páginas da REBEL na Internet estão sempre em construção! Neste ano o projeto deve ser assumido pelo pessoal da Final Quest. Algumas partes de nosso sítio precisam de limpeza e podemos ter algumas interrupções em breve, mas mantemos o esforço de atualizar a informação para nossa comunidade.  Além de um ano de Rebeldias do Mês (viva!), tivemos nos últimos meses diversas atualizações interessantes. Confira:

O estatuto social, atualizado com as mudanças de 2018, está disponível: http://rebel.org.br/estatuto/

O V Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos ganhou uma página cheia de memórias! http://rebel.org.br/fael5/

A página de calendário ganha uma apresentação mais estável. Ainda em construção, mas tem eventos para vários meses: http://rebel.org.br/calendario/

Obrigados, Ana Albuquerque, Vitoria Nogueira e demais voluntários que ajudam a manter nossa comunicação funcionando!

Agenda

Mais uma vez a REBEL participa da edição paulistana do Diversão Offline

7.abr – Campeonato Regional de Carcassonne – Primeira de três jornadas dedicadas ao jogo na Jogasampa ( Alameda dos Anapurus 1664, Moema, São Paulo). Em disputa, uma vaga para o torneio nacional. https://www.facebook.com/events/1326456234196948/

8-10.abr – GamiFin – Terceira edição do evento finlandês dedicado à ludificação ou gamification.  Anais das primeiras edições estão disponíveis: http://gamifinconference.com/proceedings/

27 e 28.abr – Diversão Offline SP – O maior evento brasileiro voltado a amantes de jogos de tabuleiro, com venda a varejo , playtests e palestras. A REBEL estará lá, venha conversar conosco! http://diversaooffline.com.br/

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#RebeldiasDoMes Número 12.

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Rebeldias do Mês – fevereiro/2019

 

O que este Oscar teve de lúdico

A indústria cultural é coisa séria, mas a brincadeira é inerente ao ser humano. Quando se fala no Oscar como principal premiação da indústria cinematográfica, a maioria das pessoas já sabe separar: “principal premiação” não significa o prêmio mais justo tecnicamente. Não significa tratar-se de um evento de cultura inteligentíssima nem de uma festa democrática; talvez mais apropriado seja dizer que é o evento “mais valorizado”, de preferência em dólares. Inegável é, no entanto, que os atores da indústria cultural mostram naquele circo o melhor que têm a oferecer; e são os que mais têm recursos para fazer e mostrar, portanto vejamos!

 

A brincadeira com figurino

Os atores Melissa McCarthy e Brian Tyree Henry apresentaram a categoria Melhor Figurino chamando atenção para o fato de que trajes compõem uma narrativa, na maioria das vezes, muito discreta.  Como se fosse uma jogadora que forçou nos trajes de sua personagem num jogo on-line, a atriz chegou a gesticular com um dos coelhos de seu vestido antes de anunciar que o figurino de Pantera Negra venceu.

 

O jogo da transmissão

Como espetáculo e negócio, a apresentação do Oscar é jogo competitivo. Como as emissoras têm direitos diferentes de acesso ao evento, as que ficam do lado de fora do teatro lutam para manter o espectador interessado em entrevistas gravadas no tapete  vermelho. Enquanto via num canal de TV os apresentadores comemorando que tinham DUAS posições à beira do tal tapete, você pode ter perdido a abertura com o Queen tocando We are the champions no outro canal! (você jamais cometeria esse erro de telespectador? Foi só o redator aqui?)

Conquistar audiência faz parte inclusive do jogo político, como lembraram o cineasta Spike Lee e o presidente dos EUA. Ganhando o primeiro Oscar de sua carreira, pelo Roteiro Adaptado de Infiltrado na Klan, Lee em seu discurso pediu aos estadunidenses que “recobrem sua humanidade” visando as eleições de 2020. Se por um lado Lee usou estrategicamente o recurso de que dispunha (um discurso para milhões de pessoas em rede), Donald Trump aproveitou para buscar holofotes para si criticando o cineasta em redes sociais _jogada tão banalizada pelos políticos de nosso tempo que, esperamos, deve perder força logo.

 

Jogo de equipes

Em geral, a cerimônia tem profissionais de destaque elogiando o trabalho em equipe. Os prêmios para Pantera NegraHomem-Aranha no Aranhaverso foram especialmente  celebrados por sua importância inclusiva, por representarem uma diversidade que não apareceria se não fosse o esforço coletivo. Contrasta a recepção ao prêmio de Melhor Filme para Green Book. Este não agradou tanto politicamente, justamente pela forma como apresenta uma amizade entre homens com peles de cor diferente. Mais uma vez, vale lembrar que, no jogo do Oscar, ser politicamente correto ou tecnicamente bom pode ajudar, mas o que decide o prêmio é uma votação secreta, cada membro da academia com um interesse na cabeça.

Homem-Aranha no Aranhaverso, que tem diversidade desde a capa, ganhou o Oscar de Animação. É a coroação de um jogo de equipe ainda  maior, transmidiático, pois o  herói é um sucesso multiplataforma: o jogo eletrônico de 2018 para esta personagem originária dos quadrinhos bateu recordes de venda para a Sony.

 

Assembleia discutirá o VI FAEL

A Rede Brasileira de Estudos Lúdicos vai reunir-se em assembleia no sábado, 16 de março, às 10h. Fechando o “ciclo puquiano” que teve como auge o V Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos, a associação fará mais um encontro na PUC-SP. Da assembleia devem sair decisões sobre a sexta edição do FAEL e sobre a eleição de diretores e conselheiros da associação no segundo semestre de 2019.  À rua Marquês de Paranaguá, 111 – Prédio 3, sala 311 (São Paulo, SP).

 

Lançamento

AlfaBeta Herói

Ludo Educativo

Neste jogo gratuito, problemas ortográficos devem ser resolvidos para que robôs gigantes sejam construídos.  Produzido pelo grupo de desenvolvimento Ludo Educativo, do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais. https://www.ludoeducativo.com.br/pt/play/alfabeta-heroi

 

 

Calendário

Em março, eventos para profissionais têm destaque

16.mar, 16h – 8a Joga REBEL – O encontro lúdico será no mesmo dia da assembleia da associação! Que tal combinar um almoço com seus amigos lúdicos entre um evento e outro? A entrada é gratuita, vamos jogar juntos, pode trazer seus jogos também! Se você ganhou uma moeda especial no V FAEL, traga  também! Mais informação em https://goo.gl/forms/SFHqmZLJ8Q8zmTmr2

Ao longo de março – Jogos de tabuleiro modernos para educadores – A oficina do grupo JEDAI acontece em cidades de SP, MG e RJ:
16 de março – Mogi das Cruzes
23 de março – Volta Redonda
30 de março – Uberlândia
Mais em https://www.facebook.com/grupo.jedai

18 a 22 de março  – Abrin –   Principal feira brasileira de brinquedos e puericultura. https://www.abrin.com.br

18 a 22 de março – Game Developers Conference – O tradicional evento profissional de desenvolvedores de jogos espera receber 28 mil pessoas em São Francisco, EUA, para sua 33a. edição.  Além das palestras, a GDC tem centenas de estandes expondo as novidades do mercado. https://www.gdconf.com

20 a 22 de março – Independent Games Festival – Evento atrelado à GDC, em que jogos independentes concorrem em diversas categorias por prêmios em dinheiro.

Confira os finalistas à principal categoria do IGF, o Seumas McNally Grand Prize:

Do Not Feed The Monkeys (Fictiorama Studios)
Hypnospace Outlaw (Jay Tholen, Mike Lasch, Xalavier Nelson Jr., Corey Cochran)
Minit (Kitty Calis, Jan Willem Nijman, Jukio Kallio & Dominik Johann)
Noita (Nolla Games)
Opus Magnum (Zachtronics)
Return of the Obra Dinn (Lucas Pope)

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Rebeldias do Mês – janeiro/2019

Explosão de obras em domínio público sugere novo foco: adaptação de clássicos

Capa da primeira edição da coletânea Urupês, de 1918, com contos de Monteiro Lobato

No Brasil comemora-se a entrada em domínio público da obra de Monteiro Lobato; editoras de livros já anunciam republicações e novas adaptações de histórias envolvendo Emília, Narizinho e sua turma. Enquanto isso, nos EUA o processo de liberação de obras para o domínio público vinha sendo represado desde a mudança de lei ocorrida em 1998, resultando na entrada em domínio público, em 2019, de um grande acervo acumulado.

Histórias com Hercule Poirot e Sherlock Holmes, filmes de Charles Chaplin e Buster Keaton tornam-se livres de direitos e abrem oportunidades de exploração. Evidentemente, a indústria de jogos deve aproveitar para mostrar bons usos de personagens e roteiros que já têm popularidade.

O criador do Sítio do Picapau Amarelo tem obra polêmica, marcada por sua representação do racismo e por sua forte admiração aos Estados Unidos. Os textos de Lobato também se destacaram pela militância ortográfica (esse escritor combatia acentos e lutava pela simplificação da escrita).

Outro autor festejado e cuja obra tem sido reinterpretada por conta de sua apresentação de questões raciais e políticas é Hergé: completaram-se em janeiro 90 anos do lançamento de Tintin. Não se trata de obra em domínio público, mas de outra obra consagrada, agora no mundo dos quadrinhos, que ganha readaptação atualmente. Inclusive, noticia-se que  Peter Jackson e Steven Spielberg estão empenhados na produção de um novo longa-metragem com aventuras do jovem repórter.

Exposição em São Paulo marca os 90 anos de Mickey Mouse

Mickey, Tintin e seu cão Milou. Original em http://fr.tintin.com/news/index/rub/0/id/3848/0/la-saga-de-tintin-et-herge-aux-ameriques

Neste dia 18, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, inaugura-se uma exposição para celebrar os 90 anos da primeira aparição do personagem Mickey Mouse, ícone pop e principal figura da Disney.

Mickey surgiu num desenho animado poucos meses antes de os quadrinhos de Tintin começarem a ser publicados. Alguns atribuem ao autor belga Hergé uma grande parcela de responsabilidade por limitar o universo e, consequentemente, o sucesso  de suas personagens; ao contrário, Walt Disney é celebrado por insistir em diversas aplicações de suas criações,  desenvolvendo uma das marcas mais fortes e uma das mais inovadoras empresas da indústria cultural.

A mostra, que fica em cartaz  até 21 de abril, conta com 12 salas imersivas, iniciando por um túnel do tempo mostrando a evolução do personagem ao longo dos anos, seguida de uma réplica do estúdio de Walt Disney com mesas de luz e flipbooks para que os visitantes possam interagir.  A Casa do MIckey Mouse também promete ser uma das maiores atrações, juntamente com o cenário do Clube do Mickey, série lançada em 1955.

Para os curiosos e amantes da tecnologia, haverá uma representação da câmera multiplano (Paralax) desenvolvida por Walt Disney, que foi uma revolução no mundo das animações.

 

Calendário

O feriado na capital paulista coincide com diversos eventos lúdicos! Programe-se:

20.jan – RPG da Ludus 1ª Edição 2019 – A sessão de RPG ocorre todo terceiro domingo do mês na Ludus Luderia: https://www.facebook.com/events/598287130606410/

A feira de Nuremberg dita tendências mundiais em brinquedo

25-27.jan – Global Game Jam – Esta maratona internacional de criação de jogos tem diversas sedes oficiais no Brasil. Veja mais detalhes em https://globalgamejam.org

26.jan – 44o. Encontro BoardGames São Paulo –  O evento dedicado à nova geração de jogos de mesa acontece mais uma vez na Game Vault (Rua das Azaléas, 138 – São Paulo, SP). Das 12h às 21h. https://www.facebook.com/events/1956670244352873/

26.jan – Castelo das Peças  – Evento de jogos de tabuleiro que ocorre no último final de semana de todo mês, na Tijuca (Rio de Janeiro). Entrada: R$ 5. Mais informações: http://ocastelodaspecas.com.br/

30.jan a 3.fev – Feira de Nuremberg – A maior feira de brinquedos do mundo terá, neste ano, a participação do autor brasileiro Sergio Halaban, fundador da REBEL.  Boa sorte com seus lançamentos, Sergio!  https://www.spielwarenmesse.de/worldwide/portugal/feira-de-brinquedos-de-nuernberg/language/39/

 

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Rebeldias do Mês – dezembro/2018

Prêmios lúdicos confirmam nomes fortes

Este jogo de faroeste foi um dos mais aguardados de 2018

Os prêmios dedicados aos jogos  em 2018 tiveram “barbadas” e nomes conhecidos, o que não significa necessariamente falta de inovação, mas talvez um mercado bem competitivo e maduro. Sobre a mesa, Azul coleciona admiradores desde muito antes de ser premiado em Essen e deve marcar o ano. Em meio eletrônico, a concorrência é mais plural, mas lançamentos esperados de marcas conhecidas deram o tom ao ano: God of War, Red Dead Redemption 2 e Super Mario Odissey são exemplos significativos.

Compilamos  abaixo, com a abordagem plural típica da REBEL,  algumas premiações lúdicas deste ano:

 

Concurso Jogo do Ano ou equivalente Categoria Família ou equivalente Outros prêmios
As d’Or – O Ás de Ouro, do Festival Internacional dos Jogos de Cannes, premia jogos de sociedade Azul, de Michael Kiesling – Os jogadores combinam pedras preenchendo uma tabela. O tema de azulejos portugueses fez sucesso internacionalmente

 

Nom d’un renard (Outfoxed!), de Marisa Peña, Shanon Lyon e Colt Tipton-Johnson – jogo cooperativo de dedução Categoria “Expert” – Terraforming  Mars, de Jacob Fryxelius – sucesso entre os fãs brasileiros mesmo antes do lançamento pela Meeple BR.
Spiel des Jahres (apresentado na feira Spiel, em Essen, Alemanha, dedicada a jogos de sociedade) Azul, de Michael Kiesling – Esse grande sucesso já foi lançado no Brasil, pela Galápagos

Funkelschatz, de Lena e Günter Burkhardt – jogo de habilidade manual e tática

Die Quacksalber von Quedlinburg, de Wolfgang Warsch – jogo de construção de baralho
Rebeldias
(apresentado no V Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos)
“Melhor jogo de sociedade” – Die die DIE!, de Romulo Marques e Carlos Couto – jogo de dados com peteleco!

“Melhor Jogo Eletrônico” –
Sword of Yohh, de Rômulo Gomes, Otávio Imon, Cinthya Kikuchi e Lucas Stannis – combate para até quatro jogadores na mesma máquina

Mais sobre o Consurso Rebeldias em http://rebel.org.br/pt/concurso-rebeldias/
BAFTA (O prêmio da Academia Britânica de Cinema e TV tem uma categoria para jogos eletrônicos ) What Remains of Edith Finch, Giant Sparrow/Annapurna Interactive – Este  jogo de exploração tem uma narrativa muito elogiada Super Mario Odissey, Nintendo

Categoria “Game Design” – Super Mario Odissey, Nintendo
Brazil Game Awards

(jogos eletrônicos)

Red Dead Redemption 2 , Rockstar Games Super Mario Party, NDcube/Nintendo “Jogo Brasileiro do Ano” – Dandara, Long Hat House/Raw Fury

BIG Festival (jogos eletrônicos independentes) Frostpunk, 11 bit Studios – jogo de administração (civilização) “Melhor Jogo Infantil” – Fofuuu, Fofuuu Soluções – jogo de desenvolvimento fonoaudiológico “Melhor Jogo Brasileiro” – No Heroes Here, Mad Mimic Interactive
IGN (o portal de notícias sobre jogos eletrônicos indicou finalistas para jogo do ano) Indicados: Assassin’s Creed Odyssey, Astro Bot Rescue Mission, Celeste, Dead Cells, Forza Horizon 4, God of War, Marvel’s Spider-Man, Monster Hunter: World, Red Dead Redemption 2, Return of the Obra Dinn, Super Smash Bros. Ultimate e Tetris Effect A premiação também tem uma categoria voto popular

 

Indústria de jogos digitais cresce em todas as regiões

Imagem extraída do II Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais

O 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, patrocinado pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mapeou o setor por meio de questionários aplicados no primeiro semestre de 2018.

Desde o primeiro censo, em 2014, o número de empresas desenvolvedoras identificadas passou de 142 para 375, um aumento de 164%. Dessas 375 empresas, 276 são formalizadas. Apesar de os estúdios ainda se concentraram no Sul e no Sudeste, as regiões Norte e Centro-Oeste foram as que apresentaram o maior crescimento proporcional. O censo está disponível neste endereço: https://nuvem.cultura.gov.br/index.php/s/mdxtGP2QSYO7VMz

REBEL institui categoria de associado estudante

Na assembleia geral de 24 de novembro, a Rede Brasileira de Estudos Lúdicos decidiu o  novo valor para a anuidade dos associados, válido a partir de 1 de janeiro: R$ 130. Decidiu-se pela criação da categoria estudante, que permite ao associado que comprovar vínculo com instituição acadêmica o pagamento de metade da anuidade.

Outra decisão da assembleia foi abrir a REBEL a sugestões de sede para o FAEL. Se sua escola, associação ou instituição dispõe de espaço e tem público interessado em nosso encontro cultural e científico, entre em contato enviando sua sugestão e responderemos!

Para se associar à REBEL ou renovar sua anuidade, visite o endereço http://rebel.org.br/pt/rebele-se. Pague por depósito em conta ou PagSeguro. Se precisa atualizar seus dados, por favor escreva para nós.

Festival Games for Change discute guerra cultural

O VI Festival Games for Change América Latina aconteceu de 30 de novembro a 8 de dezembro em diversos endereços de São Paulo. O evento, dedicado a jogos de impacto e cultura lúdica, teve nesta edição o tema “Conflitos globais, jornalismos locais”. Dois diretores da REBEL foram convidados a participar da programação: Ernane Guimarães Neto participou das mesas “Logos X Jogos: Roda de Conversa sobre Filosofia, Epistemologia, Transdisciplinaridade” (6.dez) e  “A notícia que virou jogo e a memória social” (30.nov). Nesta mesa, teve a companhia de Pá Falcão, que falou sobre o papel do lúdico na percepção da realidade. Pá também ministrou a oficina Jogos Analógicos para uma Cultura de Paz (7.dez). Registros do evento e mais informações: https://www.facebook.com/g4cal/

 

Lançamento

Arts – Special Issue “Gaming and the Arts of Storytelling”
MDPI

Esta revista digital, de acesso gratuito,  dedica-se em geral às artes visuais e performáticas. Os jogos digitais como meio são o foco desta edição especial: https://www.mdpi.com/journal/arts/special_issues/gaming_and_storytelling

Calendário

As festas de fim de ano fazem muitos eventos lúdicos ficarem concentrados neste fim de semana. Conseguirá o ludófilo participar de vários deles? Alguns destaques:

15.dez – 7a. Joga REBEL – Associados REBEL e amigos estão convidados a mais uma reunião social!  Vamos comemorar as realizações da associação em 2018 a partir das 15h. Se você não sabe onde será, pergunte a um associado ;^)

15.dez – Pré-inauguração JogaSampa – O evento ganhou lugar próprio.  A nova sede do JogaSampa define-se também como “loja física de jogos de Tabuleiros Modernos, RPG e Card Games”.  Das 12h às 20h na Alameda dos Anapurus, 1664, Moema – São Paulo. https://www.facebook.com/events/2210254315672037/

15 e 16.dez – Ressaca Friends 2018 – O universo dos animês é aqui representado em cosplay, bandas e dubladores, entre outras atrações. Centro de Eventos Pro Magno (Av. Profa. Ida Kolb, 513 – São Paulo). Sítio oficial:  https://ressacafriends.com.br/

16.dez – RPG Solidário – A iniciativa proporciona a experiência de jogos de interpretação para menores de idade em situação de risco social. Esta edição do evento é aberta a um público mais amplo e aos jogos de mesa em geral. Na Game of Boards (Rua Benjamin Constant, 48, Glória – Rio de Janeiro), das 10h às 17h. https://www.facebook.com/events/184798695759604/

16.dez – Lançamento de Sociedade NagôO aplicativo Sociedade Nagô – O resgate combina jogo virtual e tarefas no mundo real. Essa apresentação ludificada de conteúdo histórico teve apoio financeiro do Governo da Bahia e está disponível para Android e Windows. Às 17h na São Jogue (Av. Paulo VI, 1535, Pituba – Salvador, BA). Mais em https://www.facebook.com/sociedadenagoresgate/

 

 

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Rebeldias do Mês – novembro/2018

Stan Lee deixa este mundo em momento de crise editorial

Stan Lee foi pioneiro em projetos transmídia, como a série “GI Joe” (“Comandos em Ação”, no Brasil), em que personagens foram desenvolvidas ao mesmo tempo para brinquedo e quadrinhos.

Editor, roteirista e personagem de muito sucesso, Stan Lee faleceu a 12 de novembro. Criador de mundos complexos na Marvel, assistiu à transformação de suas marcas do quadrinho impresso em brinquedos e cinema.

Muitas das homenagens póstumas a Stan Lee envolvem suas participações especiais em filmes (https://en.wikipedia.org/wiki/Stan_Lee_cameos). A Marvel é um emblema da cultura transmídia, seus filmes de super-herói ditam cultura e mercado (os filmes desse universo lançados em cinema desde 2008 já passam de vinte). Enquanto isso, seu ramo de quadrinhos perde um pouco da força nos últimos anos, especialmente no papel  (https://www.hollywoodreporter.com/heat-vision/best-selling-comics-2017-1070490).

A crise no mercado editorial é geral, não se restringe aos quadrinhos. Papel encadernado já tem pouco apelo hoje em dia, seja em forma de revista (como no caso da editora Abril, https://exame.abril.com.br/negocios/como-fica-abril-recuperacao-judicial/), seja no mercado livreiro (https://cultura.estadao.com.br/blogs/babel/em-crise-livraria-saraiva-fecha-20-lojas/). Isso obviamente abala nichos de mercado como os de jogos, que sustentam cada vez menos revistas em papel (a publicação internacional de “detonados” Prima Games é uma das baixas recentes, http://www.egmnow.com/articles/news/strategy-guide-publisher-prima-games-is-shutting-down/).

Consequentemente, resta a meios eletrônicos o papel não somente de rede colaborativa, mas também a responsabilidade como fonte confiável de conhecimento.  Portais como IGN e Game Repórter fazem esse papel para o jornalismo cotidiano; outros, como o portal Gamasutra e a revista acadêmica Game Studies, apresentam conteúdo mais aprofundado. Este informe mensal é uma tentativa de conectar em rede esses planos, sem recair no caos informacional. Assim, seguem abaixo notas selecionadas sobre a rede lúdica que nos cerca, bem como um artigo exclusivo de Carlos Seabra sobre baralho, ampliando ainda mais nossos horizontes.

Que revista queremos?

A Rede Brasileira de Estudos Lúdicos está em busca de um formato para suas publicações. O desafio é apresentar o legado de cinco anos de Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos (http://rebel.org.br/pt/fael/historico-do-fael) sem perder o contato com o restante da produção da REBEL (nossas oficinas, publicações nas redes sociais, a produção do Grupo Avançado de Estudos Lúdicos, este informe  mensal). Propostas serão discutidas na nossa assembleia de 24 de novembro.

Balanço cultural do V Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos

O V FAEL foi mais uma vez um evento de alta qualidade e verdadeira diversidade. As três mesas-redondas trouxeram um debate plural sobre ludificação, educação, design e muitas outras disciplinas. As mesas foram transmitidas ao vivo e seus vídeos estão disponíveis:

Mesa 1 –  Ludificação como distopia. Com Ivelise Fortim e Fábio Fernandes. Mediação de Sergio Basbaum

Mesa 2 – Alunos que jogam bem – com Bryan Silva, Fabio Tola, Douglas de Oliveira, Victor Sancassani e mediação de José Ricardo Grilo

Mesa 3 – Brinquedo Tangível. Com Sergio Halaban, Renato Caetano e Tainá Felix. Mediação de Marta Giardini

Entre as dezenas de trabalhos submetidos livre e gratuitamente pela comunidade no Consurso Rebeldias, foram selecionadas e expostas 17 criações,  incluindo brinquedos, histórias em quadrinhos, jogos eletrônicos e jogos de tabuleiro.  No espaço expositivo o público jogou esses e outros jogos, como Pokémon Estampas Ilustradas. Oito artigos foram apresentados nas sessões técnicas e duas oficinas foram realizadas. Destaques do evento podem ser vistos em nossa comunidade no Facebook. Temos uma retrospectiva (a partir de https://www.facebook.com/rebeludicos/posts/664084267320010 ) e outros textos marcados com #FAEL5.

Vencedores do Concurso Rebeldias

categoria História em Quadrinhos:

RGB-deadpixel – Davi Augusto Patrício Rodrigues

categoria  Jogos de Sociedade:

Die die DIE! – Romulo Marques e Carlos Couto

categoria  Jogos Eletrônicos:

Sword of Yohh – Rômulo Gomes, Otávio Imon, Cinthya Kikuchi e Lucas Stannis

Parabéns!


Jogos de cartas

Carlos Seabra

Os jogos de tabuleiro estão em franca ascensão no interesse das novas gerações, com produtos bastante inovadores. Nessa safra surgem cada vez mais jogos de cartas especiais também. Mas os tradicionais jogos de baralho “comum” (de 52 cartas, 4 naipes), que continuam a ser bastante jogados no Brasil, muitas vezes não são lembrados. Além dos mais tradicionais jogos, que praticamente todos conhecem, como Buraco, Truco, Pôquer, Oito Maluco e outros, há interessantíssimos e pouco conhecidos jogos que podem ser jogados com o baralho comum e trazer bastante desafio e diversão.

Do século X a.C. até hoje, as cartas percorreram uma trajetória fascinante. Nasceram no Oriente, como simples tiras de papel que representavam ossos, conchas e pedras usadas em rituais de adivinhação, e daí evoluíram para dezenas de tipos diferentes. No século XIV, as cartas tornaram-se conhecidas na Europa, onde começaram a assumir a forma do baralho moderno. A partir do século XVI, “distribuídas” pelos europeus, elas se difundiram por todo o mundo. Assim, as cartas se tornaram um fenómeno definitivamente universal, um elemento de ligação entre as culturas de todos os povos.

Linguagem simples
Um baralho comum usando personagens Marvel

Atualmente, os jogos de cartas estão entre os mais populares no mundo inteiro. Isso é devido, em grande parte, aos

símbolos simples e eficazes do baralho moderno. Quando as cartas chegaram à Europa, trazidas pelos árabes, seus naipes eram taças, moedas, espadas e bastões; posteriormente os naipes evoluíram para copas, ouros, espadas e paus.

Essa simplificação possibilitou a difusão universal do baralho e, com isso, o surgimento de novos jogos e a adaptação de outros muito antigos. Todavia, alguns tipos de cartas mantiveram sua forma tradicional estreitamente ligada a um jogo específico, como o Mah Jong e o Hanafuda, no Oriente. Na Europa, as cartas de Tarô também conservaram seus símbolos originais, ligados à função adivinhatória do baralho.

Brilhantes possibilidades

Ao contrário do que pensam alguns, e embora existam jogadores profissionais, os jogos de cartas não estão necessariamente ligados a fins lucrativos. Na verdade, eles são tão educativos e divertidos quanto os melhores jogos de tabuleiro. Alguns deles, mais simples, constituem a melhor forma de apresentar o maravilhoso mundo dos jogos às crianças. Outros são emocionantes, criativos e intelectualmente brilhantes, como o Bridge, chamado de o “Xadrez das cartas”, e o Elêusis, criado em 1956 e considerado “uma revolução no mundo dos jogos”.

Os jogos de baralho merecem ser explorados, por isso cito outros exemplos: Burro, Canastra, Casino, Copas, Crapô, Cribbage, Dominó de Cartas, Duvido, Escopa, Eucre, Gin Rummy, Jubileu, King, Klondike, Koziri, Mau Mau, Memória, Pif-paf, Pirâmide, Sueca, Vinte e Um, Whist. Afinal, jogos de cartas são mais uma forma (barata) de satisfazer a “fome” lúdica do homem e aprimorar sua inteligência.

Calendário

A exposição Quadrinhos movimenta o universo geek

De 14.nov a 31.mar.2019 – Quadrinhos – Entre os mais de 600 itens da exposição, no Museu da Imagem e do Som, estão raridades como a primeira aparição de Luluzinha, (em 1935, no Saturday Evening Post) e a edição número 1 de O Pato Donald (1950). Curadoria de Ivan Freitas da Costa. MIS (Avenida Europa, 158, São Paulo). Ingresso: R$ 14. http://www.mis-sp.org.br/exposicoes/emcartaz/2319/quadrinhos

16.nov – BIG MIX Jam 4Diversity – Esta game jam focada na diversidade faz parte da programação do festival Mix Brasil. Inclui uma mostra de jogos eletrônicos. Na Escola Britânica de Artes (Rua Mourato Coelho, 1404, São Paulo). Grátis. Mais informações: https://www.facebook.com/events/410669082798772

24.nov – Assembleia ordinária da REBEL – Propostas para o Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos e outras atividades da REBEL serão discutidas nesta reunião aberta. Associados têm direito a voto. Ajude nossa associação a continuar o trabalho pagando sua anuidade ou doando qualquer valor!  Confira o edital de convocação. A partir das 10h na PUC-SP (rua Marquês de Paranaguá, 111, prédio 2, São Paulo, SP).

24-25.nov – Virada Nerd – O evento, organizado pelas editoras Devir, JBC, Mino e Jambô, propõe atividades lúdicas, como stand-up comedy e uma experiência de escotismo, no contexto da exposição Quadrinhos. MIS (Avenida Europa, 158, São Paulo). Mais informações em https://www.facebook.com/events/390761554793033

 

#RebeldiasDoMes Número 8.

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Rebeldias do Mês – outubro/2018

O #FAEL5 já é o maior

Alguns dos artefatos que serão exibidos no V FAEL

A quinta edição do Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos é maior que as anteriores graças aos inscritos e convidados especiais que ajudaram a construir um recorde de modalidades. Os eventos incluem três mesas-redondas, duas oficinas, duas sessões técnicas, apresentações artísticas, um torneio de baralho e o Concurso Rebeldias aumentado. Desta vez, o concurso selecionou trabalhos em três categorias para exposição. Além disso, haverá mais exposição hors-concours este ano, com brinquedos selecionados.
O evento é gratuito e acondece de 18 a 20 de outubro na PUC-SP da rua Marquês de Paranaguá, 111, São Paulo, SP.
Ao final dos textos abaixo, sugerimos eventos do FAEL relacionados a cada assunto. A programação completa está em rebel.org.br/fael

Se já sabe o que pretende ver e ainda não se inscreveu, este é o endereço: https://goo.gl/forms/ckfn4R1DjOv5lbWU2

No FAEL:

Se não conhece a diretoria da REBEL, aproveite o evento para bater um papo! E reserve a data: nossa assembleia ordinária será a 24 de novembro, no período da manhã. Durante o FAEL teremos a confirmação do local!

 

Jogo de paródia política é investigado por racismo e injúria

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios abriu inquérito para investigar o jogo Bolsomito 2k18, que gerou polêmica por apresentar comicamente a violência contra minorias, frequentemente associada ao discurso de candidatos da política atual.
O inquérito invoca entre outras normas o Código Penal e o Marco Civil da Internet para enquadrar o jogo, o que põe novamente em debate os limites do humor e a responsabilidade ética dos desenvolvedores.
Os ânimos acirrados no processo eleitoral de 2018 influenciaram muitas criações lúdicas, provocações hilárias como a página Meu político de estimação, que faz a crônica dos acontecimentos recentes em bem-humorada linguagem de mangá. Aproveitando a oportunidade para discutir ludicamente política, a diretora da REBEL Pá Falcão apresentou ao público em setembro seu jogo de sociedade Letícia, que aborda a representatividade na democracia.

Recomendação de vídeo

Toda mídia é políticahttps://www.youtube.com/watch?v=ryz_lA3Dn4c
A série Extra Credits faz vídeos curtos, portanto superficiais, mas são cheios de informação. Neste episódio, o autor discute se é possível “extrair” a política dos jogos. Como apresenta didaticamente este vídeo, é impossível separar cultura de política. Os exemplos com Capitão América, Final Fantasy VII, Star Trek e outros situam muito bem seus argumentos.

No FAEL:

A mesa-redonda “Ludificação como distopia” (18.out., 19h) trará uma forte discussão sobre o mundo que queremos para a sociedade (no caso, por meio de exemplos do que não queremos). Não é disso que trata a política?

 

Quebra da Telltale Games: O que aprendemos?

Felipe Almeida

Em 21 de setembro, foi anunciada a demissão da maioria dos funcionários da desenvolvedora de jogos Telltale Games, famosa por criações como The Walking Dead e The Wolf Among Us. A desenvolvedora produz jogos com uma narrativa emocional e complexa, que forçam o jogador a ponderar suas escolhas com cuidado.

Derradeiro lançamento da franquia Walking Dead pela Telltale

É uma notícia triste para todos os apreciadores de narrativas lúdicas, mas o que profissionais que trabalham na área de jogos podem aprender com esse acontecimento? Entre outras coisas, podemos aprender sobre assumir riscos nessa indústria. Isso porque a Telltale Games entrou em processo de falência, em parte, pelos riscos que decidiu assumir e pelos riscos que não assumiu.

O primeiro jogo da série The Walking Dead (2012) foi um sucesso sem precedentes que colocou a empresa no radar de jogadores no mundo todo. Tamanho foi o sucesso que a empresa nunca mudou a fórmula para os jogos seguintes. Ao todo, foram 34 jogos em cerca de 14 anos de existência da empresa, sem mudar sua estratégia.

Como uma empresa pode publicar tantos jogos?

Essa velocidade de produção veio às custas do sobrecarregamento de funcionários, que precisavam madrugar para atender as demandas da empresa. A empresa também investiu milhões de dólares na aquisição de licenças para produzir jogos de franquias famosas como Game of Thrones, Jurassic Park e Batman. Esses são os riscos que a Telltale Games decidiu assumir. Em resumo, a Telltale Games cometeu os seguintes erros:

  • Nunca inovou a fórmula que usa em seus jogos.
  • Sobrecarregou seus funcionários.
  • Focou em quantidade de jogos em vez de qualidade.
  • Investiu na aquisição de licenças em vez de inovações lúdicas.

Ninguém pode acusar a empresa de não produzir jogos de excelente qualidade, mas após 34 jogos a velha fórmula estava desgastada. Investir recursos na aquisição de licenças de franquias famosas em vez de fomentar um ambiente de qualidade e inovação para seus funcionários foi o mais grave erro feito pela empresa.

No FAEL:

Os jogos com ênfase na narrativa são destaques da sessão técnica 1 (19.out, 13h), com “‘Choose your own adventure’: uma proposta de periodização para uma breve história dos gamebooks (1930 a 1990)”, de Allan Macedo de Novaes, e o relato de desenvolvimento do LARP “Apocalipse Zero”, de Christian Alexsander Martins.

Lançamento

Modelo utilizado em”River Attack”

River Attack
Immersive Games

A versão beta do jogo, que paga tributo a River Raid, estará aberta no Google Play no dia 16 de outubro. Mais em
https://www.facebook.com/immersivegame

No FAEL:

A Exposição Rebeldias tem lançamentos de desenvolvedores independentes como os da Immersive. Venha ver, jogar e conhecer criadores de 18 a 20 de outubro!

O jogo Amora, do estúdio Game e Arte, é um dos selecionados para a exposição durante o V FAEL

 

 

 

Calendário

Que tal montar uma caravana joe depois do FAEL?

18.out – No FAEL: a exposição começa de manhã e a programação continua à tarde com oficina (vagas limitadas), mas a abertura oficial acontece às 18h30, antes da primeira mesa-redonda.

19.out – No FAEL: a primeira sessão técnica acontece às 13h.

20.out – No FAEL: a programação começa às 9h e termina 16h, com o anúncio dos vencedores do Concurso Rebeldias!

20.out – Convenção Brajoes 2018 – Fãs de Comandos em Ação, GI Joe etc. podem sair juntos do FAEL rumo ao encontro de colecionadores. Será na livraria Omniverse – Rua Teodureto Souto, 624/630 – Cambuci, São Paulo.

23.out – Reescola: jogos de tabuleiro em sala de aula – Luiz Carneiro, colaborador do Games for Change América Latina, faz oficina para professores que desejam desenvolver jogos de tabuleiro por conta própria ou com o apoio dos alunos. Inscrições em https://www.cursos.lobocc.com.br/pagina-de-produto/reescola-jogos-de-tabuleiro-em-sala-de-aula

 

#RebeldiasDoMes Número 7.

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Rebeldias do Mês – setembro/2018

Programação do FAEL revela retorno às origens

A REBEL completa dois anos

A 11 de setembro de 2018 a Rede Brasileira de Estudos Lúdicos completou dois anos de fundação formal, mas as pessoas que formam essa rede somos nós que se encontram há mais tempo. As notícias da REBEL abaixo incluem atalhos que mostram um pouco dessa construção coletiva.

A curadoria do V Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos presta homenagem às próprias origens em duas medidas. A ambientação na PUC-SP remonta a professores egressos dessa instituição (especialmente do TIDD), que eram numerosos entre os organizadores do primeiro FAEL, em 2014 (mais em Histórico do FAEL).  Para muitos de nós, portanto, trata-se de rever figuras como Ivelise Fortim e Sergio Basbaum (ambos na mesa 1) no ambiente em que os conhecemos. Esse gosto nostálgico não atinge, é claro, nosso diretor Mário Madureira Fontes, que permanece na Pontifícia desde o início. O segundo aceno à proposta original do FAEL está no fortalecimento da participação discente. As mesas principais trazem casos de sucesso de alunos e egressos recentes dos cursos de Jogos Digitais, em debate com os veteranos. Do mesmo modo, a exposição Rebeldias põe lado a lado criações escolares e profissionais, permitindo um diálogo crítico.

Confira a programação:

 

Primeira fase do Concurso Rebeldias concluída

Os jogos de sociedade, jogos digitais e quadrinhos inscritos no concurso já foram avaliados e os pareceres começaram a ser enviados. Obras selecionadas das três categorias serão expostos no V FAEL. Os jurados agora debatem quem serão os vencedores, que serão anunciados no dia 20 de outubro. O selo de vencedor foi concebido por Leonardo Lima e o júri é composto dos seguintes profissionais:

Adriano Nouman

Alexandre Vieira

Ernane Guimarães Neto

Gidalti Jr.

Lucas Meneguette

Mário Madureira Fontes

Mauricio Gibrin

Sergio Halaban

Simonia Fukue

 

Pesquisadores da REBEL fazem parceria com revista de RPG

A REBEL abriga desde o início do ano um Grupo Avançado de Estudos Lúdicos (GAEL), laboratório que está acumulando material de pesquisa sob coordenação de
Pá Falcão.
Por meio do GAEL, a REBEL foi convidada a participar do conselho consultivo da Revista Mais Dados, publicação acadêmica sobre role-playing games e congêneres existente desde 2014.

 

Dois anos de agradecimentos

Por Ernane Guimarães Neto

Os nós desta rede de estudos lúdicos formam feixes em diferentes direções. Estas são algumas das pessoas que fazem a REBEL.

Os professores de jogos

Alan Carvalho, José Geraldo Oliveira, Leonardo Lima, Lisiane Fachinetto, Lucas Meneguette , Marcelo Henrique dos Santos, Mário Madureira Fontes são alguns dos fundadores da REBEL que fazem o conhecimento circular entre alunos e instituições, trazendo trabalhos ao FAEL e opiniões ao debate.  Ivelise Fortim, convidada que participou de mesa-redonda no I FAEL, retorna para a mesa de abertura no evento deste ano e em grande medida é símbolo dessa parceria.  Obrigado!

Os artistas

Leonardo Lima fez o logo para o primeiro FAEL, Lucas Meneguette fez a primeira marca da REBEL. Luiz e Natália Barna fizeram o logo atual, mas Leo continua a ser o diretor artístico em geral. E quando precisamos de uma imagem, montagem, mensagem pedimos também para Renato Innocenti, Ana Paula Albuquerque, Fábio Cantarim. Obrigado!

Os executivos
Ana Paula, Patricia Nechar, Saulo  Machado, Ubiratan Motta fazem acontecer e salvam a pele da presidência.  Obrigado!

O pessoal da jogatina

Fabio Tola, Fernando Tsukumo, Lucy Raposo, Marta Giardini, Maurício Gibrin, Sergio Halaban, Silvio Bogsan trouxeram gente nova e confiança à rede. Obrigado!

As gratas surpresas

Há as surpresas originais, aqueles apoios que chegaram na época da fundação da REBEL e surpreenderam, como Pá Falcão, Carlos Costa, Paula Piccolo. Mas fortalecimentos como os de Carlos Seabra, Fernando Nogueira, Tainá Felix são preciosos. Obrigado!

Os parceiros

Nestes dois anos algumas empresas doaram mão de obra e recursos à REBEL.  Final Quest, Immersive Games, Ludus Luderia, Mitra Criações,  obrigado!

Os amigos
Alguns acreditaram no ideal dos Estudos Lúdicos apesar de não trabalharem na área. Um voto de confiança de pessoas como Alessandra Azzolini, Celso Ferreira, Flavia Guimarães, Pedro Carvalho e Simone Abreu. Obrigado!

Em nome da REBEL, este diretor agradece especialmente aos alunos que apreciam o esforço que fazemos, pois foi em nome de vocês que começamos tudo isso. Obrigados!

 

Calendário

Festa de aniversário é lugar de lavar roupa suja?

15 de setembro – 41º LABdeJOGOS –  O evento de divulgação de jogos de mesa contemporâneos acontece no McDonald’s  da r. Teodoro Sampaio, 430, São Paulo. Das 14h às 22h. Mais informação: https://www.facebook.com/labdejogos/

16 de setembro – 30º Troféu HQMIX –  A premiação do concurso de quadrinhos acontece a partir das 17h no SESC Pompéia (São Paulo). Mauricio de Sousa e Ziraldo são homenageados na escultura do troféu deste ano, feita pelo artista plástico Olyntho Tahara e reproduzida por Michel Costa.

22 de setembro – Aniversário da REBEL – A família REBEL vai-se reunir no restaurante dentro de uma lavanderia para celebrar a experiência purificadora que tem sido nossa história! A partir das 18h30 na rua da Consolação,  2937 – laundrydeluxe.com.br

10 a 14 de outubro – Brasil Game Show – O gigantesco evento chega à 11a. edição com público fiel: até Nolan Bushnell, criador da Atari, que esteve no ano passado, virá novamente ao evento – http://www.brasilgameshow.com.br/

18 a 20 de outubro – V Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos – inscreva-se em  http://rebel.org.br/pt/fael/ para assistir gratuitamente ao evento!

 

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Rebeldias do Mês – agosto/2018

Estendido o prazo de inscrições no FAEL

A inscrição de artigos e relatos no V Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos, bem como de  jogos, brinquedos e histórias em quadrinhos no Concurso Rebeldias  será aceita até 24 de agosto. A participação é gratuita e os trabalhos selecionados serão apresentados em outubro.

O FAEL chega à quinta edição com um histórico de bons debates e diversas publicações.  Se tem um artigo ou um relato de caso envolvendo temas lúdicos ,  inscreva-se no FAEL:

Edital do V Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos – http://rebel.org.br/pt/fael5/

Formulário de inscrição do V FAEL – https://goo.gl/forms/dHdi4jfBshNpPbfA3

O Concurso Rebeldias, em sua segunda edição, premia produções lúdicas de todo tipo! Confira os atalhos :

Edital do Concurso Rebeldias- http://rebel.org.br/pt/concurso-rebeldias/

Formulário de inscrição do Concurso Rebeldias – https://goo.gl/forms/dHdi4jfBshNpPbfA3

 

Galeria do mês

Veja eventos que tiveram participação da REBEL

No dia 28 de julho tivemos a 6a. Joga REBEL

Torneio de Pokémon na 6a. Joga REBEL

Voluntário da horta comunitária do Centro Cultural São Paulo dá o pontapé inicial no poema colaborativo proposto pela REBEL

Produção de tangram para oficina com crianças do Programa Saúde e Alegria, do Hospital Dom Alvarenga

De quais eventos lúdicos você tem participado? Mande fotos ou lembranças para nós!

 

BIG Festival divulga vídeos com debates

Se você perdeu as participações de associados REBEL no Brazil’s Independent Games Festival, em junho, confira abaixo alguns temas:

“Networking: aprecie com moderação” (https://www.youtube.com/watch?v=qcFdPnCWuOE&vl=pt) – Ernane Guimarães Neto falou sobre as redes de relacionamento profissional e social em que vivemos. Com Luiz Sakuda (FEI), Ivelise Fortim (PUC-SP), Nayara Brito (Hero Live) e Marcos Gonçalves (Indie Warehouse).

“Cursos de games e mercado de trabalho” (https://www.youtube.com/watch?v=PZ8UG11v29c) – Alan Carvalho falou sobre formação na área de jogos. Com Luiz Sakuda (FEI),  Fernando Chamis (Webcore Games) e Ivelise Fortim (PUC-SP).

 

Calendário

Reserve a data para o aniversário da REBEL!

28 e 30 de agosto – Lançamento de Gamificação em Debate – O livro, organizado por Lucia Santaella, Sérgio Nesteriuk e Fabricio Fava, trata de ludificação por diversos aspectos, com ênfase na aplicação em educação. Ed. Blucher. Dois lançamentos em São Paulo: 28 de agosto, às 17h30 na Unibes Cultural; 30 de agosto, às 20h na Casa Semio

 

22.set – Aniversário da REBEL– Reserve a data: comemoraremos o aniversário da REBEL no dia 22 de setembro, sábado! Enviaremos mais informações pelo e-mail dos associados e cadastrados gratuitamente na REBEL!

 

Ajude a REBEL

A REBEL é uma organização sem fins lucrativos voltada ao desenvolvimento profissional, cultural e acadêmico sobre temas lúdicos em geral. Você pode ajudar a REBEL participando de nossas atividades como voluntário. Preencha o cadastro e participe de nossa rede gratuitamente.

Se quiser ser um associado efetivo, ajude a REBEL com a anuidade de R$ 120 e tenha acesso a eventos e descontos exclusivos, bem como direito a voto em nossas assembleias. Pague com PagSeguro (http://pag.ae/bgvsQTM) ou depósito  bancário (Banco: 237 – Bradesco, Agência 0131, Conta 148565-2 – CNPJ: 26.779.526/0001-05). Envie para tesouraria@rebel.org.br o comprovante de depósito e aguarde o e-mail de confirmação com seu número de associado.

 

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